Escola Secundária de Seomara da Costa Primo

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Saturday, January 12, 2008

Património Arqueológico e Histórico da Amadora


No dia 7 de Janeiro de 2008, o Museu de Arqueologia da Amadora proporcionou uma visita guiada, ao Património Arqueológico e Histórico da Cidade da Amadora, ao grupo "umolharnopatrimonio" que, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, está a participar no Concurso Cidades Criativas, uma iniciativa da Universidade de Aveiro, dirigida a alunos de Área de Projecto do 12º ano de escolaridade.

Agradecemos ao Museu de Arqueologia da Amadora, aos Arqueólogos Gisela Encarnação e Jorge Lucas, a colaboração que deram ao grupo "umolharnopatriónio" e a magnífica visita guiada que proporcionaram ao Professor Alfredo Garcia e ao aluno António Valdez.


O Arqueólogo Jorge Lucas, do Museu de Arqueologia da Amadora, enviou-nos uma reprodução da capa de uma edição da Revista National Geographic, de 2003, onde é noticiada a reconstituição de "Um Dia no Calcolítico" que se realizou na Necrópole de Carenque.


Um agradecimento especial ao Arqueólogo Jorge Lucas, pela foto enviada.

Um Dia no Calcolítico:

Na Necrópole de Carenque, fez-se uma reconstituição de um dia no Calcolítico que foi noticiada numa edição da Revista National Geographic de 2003

Thursday, January 10, 2008

Vila Romana da Amadora

Foi descoberta recentemente uma Vila Romana na Amadora. Situa-se nas imediações do Lidle.


Sobre o Património Arqueológico e Histórico da Amadora podes vêr mais no youtube, neste Jornal.

Consulta também: http://esscpvisitasestudo.blogspot.com/

Friday, January 4, 2008

As calinadas das universidades …

Independentemente da universidade que possas vir a frequentar, uma coisa é certa, há doutores e doutores! A Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Nova é um bom exemplo disso. Frases como:

- "Se eu tiver um bando de peixes... um cardume de peixes."
- "Um animal morto não se reproduz."
- "Eu agora vou ladrar um bocadito."
- "Estou irritado! Perdi meia-hora com um burrié informático."
- "Porque é que se extinguem mais vacas do que búfalos? Nós até usamos mais vacas na nossa economia."
E tudo dito por Professores!

Uma paragem obrigatória para quem se quer divertir: QUEM SABE PONHA O DADO NO AR!

Tuesday, January 1, 2008

Aqueduto Romano da Amadora

O Aqueduto Romano da Amadora, tem origem na barragem Romana de Belas e percorre um longo trajecto ao longo da camada sobranceira ao Vale da Ribeira de Carenque até à Amadora (Bairro daMina). Conhecem-se ainda 14 troços, numa extensão aproximada de1300 metros por onde corria a água num caudal capaz de abastecer um aglomerado populacional, equivalente à cidade Romana de Pompeia.
Quanto a referências históricas, e com data 1620, Leonardo Torriano apresentou por carta ao rei, um projecto para a condução da Água Livre até à cidade de Lisboa. Dava 4 alternativas, todas com início junto à estrada de Benfica e todas aparentemente viáveis, embora com custos distintos.
No 4º e último " caminho para a condução da Água Livre", apontam exactamente para o antigo aqueduto dos romanos, o qual, por ir 10 palmos acima daquela estrada, podia dar água a ambas as partes de Lisboa, a S. Roque e sobre à Porta de Santo André, entre a Graça e o Castelo, um local onde ainda existe a Calçada de Santo André.
Havia portanto já noticia clara do velho Aqueduto Romano. Mas até já antes, no final do terceiro quartel do século XVI, Francisco de Holanda escrevia a D. Sebastião, apelando a construção de um aqueduto que servisse a população de Lisboa e sugeria que se recuperasse o aqueduto romano.
"Lisboa, onde todos bebem água não tem mais que um estreito chafariz para tanta gente, e outros para cavalos".
Por ventura é menos Lisboa que Mérida...ou é menor que Segóvia, onde hoje em dia se vêm os dobrados arcos, uns sobre outros de pedraria muito forte?... Ora se Lisboa tem presunção de maior e mais nobre cidade do mundo, como não tem o mais excelente templo ou Sé do mundo? Como não tem o melhor castelo e fortalezas do mundo?
Como não tem melhores muros e paços do mundo?
E finalmente como não tem água para beber à gente do mundo?
Recomendava ao Rei que imitasse aos Romanos que trouxeram água livre até Lisboa duma distância de duas léguas, por condutas debaixo de terra, subterrâneas e furando muitos montes e com muito gosto e trabalho, não sendo Lisboa sua, afora outras águas que trouxeram até à cidade também de muitos propósitos como se querem e eles faziam tais obras...
Aparentemente, nenhuma destas cartas surtiu qualquer efeito. No entanto, sabe-se que em 1617, o arquitecto Pedro Nunes Tinoco, apresentou um possível projecto para um aqueduto de água livre e tomando como referência o local de construção de uma antiga barragem a que davam o nome de "Fábrica que os Mouros fizeram para o efeito de represarem água do rio e fazerem nele um lago". Ao que consta no ano seguinte, a câmara estudou e deliberou o projecto em conformidade, "que se trouxesse a esta cidade, a fonte da água livre que já em tempos antigos veio a ela como se vê dos sinais dos canos que ainda hoje se acham..."
Por então e nesse mesmo ano de 1618, o arquitecto Tinoco prosseguia com o projecto do seu novo aqueduto, referindo-se uma vez mais, ao que os romanos haviam construído:
"...e daí, vai o aqueduto encaminhando ao longo do Ribeiro até à água livre e atravessando junto a ela pela fábrica antiga que fizeram os romanos... a muralha antiga que fizeram os romanos dista da fonte de água livre seiscentos palmos (130 m)... da qual muralha se há de reformar a ruína (aponta o mau estado de vários troços a necessitarem de restauro) que têm em uma ponta para efeito que por ela há de atravessar o aqueduto que vem das fontes acima, para se juntar com a Mãe de água livre"...
Terminava, mencionando "o cabeço da pedreira debaixo da qual vai o cano dos antigos... e que dista da água livre cerca de 13869 palmos (+ 3050 m)", o que corresponde a um troço que corria ao longo da Ribeira de Carenque, entre a povoação de Carenque e o lugar da Gargantada.
Estas referências são suficientes para permitirem várias conclusões: desde logo que a cidade de Lisboa necessitava de água urgentemente. Que sempre terá havido uma barragem, inicialmente romana situada no Vale da Ribeira de Carenque e que daí a água descia pelo Vale, por um trajecto que no século XVIII foi seguido com a construção do Aqueduto das Águas Livres. Que há troços referidos nessas informações, alguns deles ainda detectáveis identificados entre Carenque e Amadora, numa extensão de 1300 m. Que o aqueduto romano corria a uma quota entre os 140.1 m e os 137.5 m, aproveitando-se da morfologia dos terrenos por forma a não encarecer os custos como trabalhos de engenharia de maior envergadura, ao aproveitar-se das curvas de nível...
Em 1731, Manuel da Maia referindo-se ao projecto para as águas livres no Bairro Alto, voltou a referir o aqueduto romano, descrevendo com algum pormenor, as noticias que tinha acerca da sua extensão, do processo de construção e de materiais utilizados para um troço de aproximadamente 2600 m, nas proximidades.
Os trabalhos arqueológicos só vieram a ser efectuados com rigor científico por João CarlosViegas e António Guilherme Gonzalez em 1979, ano em que os resultados foram publicados pela Câmara Municipal da Amadora - gabinete de arqueologia urbana e, ainda assim referentes a um só troço, dito sul, situado junto ao Bairro da Mina.

Nota:O texto que acabaram de ler estava na internet sem autoria.

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